Saúde e Educação

Cólica intestinal e recém-nascidos

 

Tudo o que você precisa saber sobre essa complicação natural e esperada.

Entrevista com a Dra. Ana Paula Franco, médica pediatra:

 

– Doutora, todos recém-nascidos sofrem de cólica intestinal?

Dra. Ana Paula:  Aproximadamente 1/5 dos recém nascidos sofrem de cólicas intestinais que aparecem por volta da segunda a quarta semana de vida.

 

– Como é possível identificar que o bebê está com cólica?

Dra. Ana Paula: O bebê chora agitando braços e pernas, pode se contorcer e fletir as pernas em direção ao abdômen, a barriga pode ficar endurecida e o rosto avermelhado. Esses períodos de choro ocorrem principalmente a tarde ou a noite. No restante do dia o bebê permanece bem.

 

 

-Até quantos meses de vida é normal apresentar esses sintomas?

Dra. Ana Paula:  Em geral, até os 3 meses de vida. Após o quarto mês a flora instestinal já está formada e a tendência é melhorar.

 

– Existe algo que possa ser feito para aliviar esse desconforto?

Dra. Ana Paula: A primeira coisa a fazer sempre é consultar um pediatra pois a cólica pode estar relacionada a hérnias ou alergias alimentares. Algumas medidas podem ser adotadas inicialmente:

Manter a calma e diminuir a agitação do ambiente;

Colocar o bebê de barriga para baixo;

Massagens em movimentos circulares na região abdominal costumam ajudar;

Manter contato corporal com movimentos ritmados e suaves;

 

A alimentação da mãe influencia na cólica do recém-nascido?

Dra. Ana Paula: A cafeina ingerida pela mãe comprovadamente leva a cólicas no bebê e se houver alergia alimentar o leite e derivados também tem que ser retirados da dieta materna.

 

Fonte: Cuidando do seu Bebê e da Criança Pequena: Birth to Age 5

(Copyright © 2009 Academia Americana de Pediatria)

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Infecções do trato respiratório em crianças

O aumento significativo de infecções respiratórias durante as estações de outono e inverno, e a sua relação perigosa com o uso de medicamentos sem prescrição médica.

Crianças pequenas podem sofrer de infecções do trato respiratório de 8 a 12 vezes ao ano. As que frequentam creches e escolas ficam ainda mais susceptíveis a contraírem a doença, esse fato não significa que elas tenham algum problema de imunidade.

O sintoma característico é a tosse intermitente que pode durar por vários dias. Com a intenção de trazer alívio para a criança os pais administram medicação sem prescrição, e os remédios escolhidos são os corticoesteroides (ex.: prednisolona).

Para o tratamento de tosse proveniente uma asma ou laringite, o uso da prednisolona é recomendado. Contudo o  uso indevido e excessivo gera consequências que são seus efeitos colaterais: redução do crescimento; osteoporose; aumento da pressão arterial; aumento da glicemia, entre outros.

Procure ajuda de um profissional e esclareça suas dúvidas sempre, principalmente se for envolvendo a administração de qualquer medicamento.

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